terça-feira, 13 de agosto de 2013

À NOITE TODO GATO É PARDO

À NOITE TODO GATO É PARDO
Avaliação – Regular

impossível assistir a montagem e não encontrar semelhança no texto de Carlos Antônio Soares com a obra “Trais e Coçar é Só Começar”, claro que de uma maneira mais sem graça e todo obvio.

A direção de Ricardo Rizzo é tão sem graça quanto o texto, os atores seguem uma direção rígida, não demostram familiaridade e estão poucos a vontade , sempre com interpretações fora do tom. A voz do elenco é algo preocupante , pois é quase impossível em muitos momentos entender o que dizem, os atores não tem força na voz , falta projeção e não conseguem dominar um teatro grande, a casa tem uma excelente acústica, falta mesmo é um bom preparo.

Como nem tudo esta perdido temos os atores Guilherme Chellucci e Alessandra Venansi. O ator encontra em seu peão uma sensualidade e graça, enquanto a atriz salva literalmente a montagem , tirando a mesmice e nos deliciando com sua divertida empregada. O que falta nos atores é o principal, tempo para comédia, não adianta decorar um texto , fazer uma micagem e achar que todos vão gostar.

Dizem que a noite todo gato é pardo..... Cuidado ,não caia nessa armadilha. 

Teatro Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 - 7º Andar
Informações: (11) 3472-2229 e 3472-2230
Bilheteria: de terça à quinta, das 13h às 19h; de sexta a domingo, das 13h até o início do espetáculo.
Vendas: (11) 4003.1212 / www.ingressorapido.com.br
 Ingressos: R$ 70
Quartas e Quintas às 21h
Duração: 85 minutos.
Recomendação: 14 anos
Curta Temporada: até 29 de agosto


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

FIM OU ATÉ BREVE

FIM OU ATÉ BREVE 

A Abril Mídia divulgou hoje, oficialmente, o fim da revista BRAVO! em todas as plataformas. A publicação – uma das únicas no país dedicada exclusivamente às artes, onde trabalhei entre agosto de 2005 e julho de 2013, como editor-sênior e redator-chefe – nasceu em outubro de 1997. Estava, portanto, à beira de completar 16 anos. Foi criada numa pequena editora de São Paulo, a D’Ávila, já extinta, e migrou para o grupo Abril em janeiro de 2004. Quando chegou à seara dos Civita, desfrutava de prestígio, mas padecia de má saúde financeira. Não sei dizer quanto dava de prejuízo à época. Só sei que, na Abril, o quadro não se alterou substancialmente, mesmo quando o título adotou uma linha editorial um pouco mais pop, um pouco menos “cabeça” que a de origem.

Com todos os defeitos que pudesse ter – e que realmente tinha, à semelhança de qualquer publicação –, BRAVO! não perdeu o respeito do meio cultural. Havia divergências de vários artistas e intelectuais em relação à revista. Os próprios jornalistas que passaram pela redação nem sempre concordavam 100% com a filosofia do título, ditada obviamente pelos donos. Uns o acusavam de conservador, outros de elitista, superficial ou condescendente demais. Mas havia também muita gente boa que gostava de nossas edições. O fato é que mesmo os opositores jamais recusaram sair nas páginas de BRAVO!. Quem trabalhava para a publicação raramente ouvia um “não” quando fazia pedidos de entrevista. Até Chico Buarque, famoso por se expor pouquíssimo na mídia, topou protagonizar uma capa junto de Caetano Veloso (deixou-se fotografar, mas não abriu a boca, convém lembrar). Todos, de um modo geral, reconheciam que a publicação buscava primar pela seriedade.

Mesmo assim, em termos comerciais, BRAVO! nunca gerou lucro – pelo menos, não na Abril (como disse, desconheço os números da D’Ávila). A revista, embora contasse com o apoio da Lei Rouanet, operava no vermelho. Em bom português, dava prejuízo – ora de mihões, ora de milhares de reais. Por quê? Vejamos:

1) BRAVO! dispunha de poucos leitores? Sim e não. A revista contava com cerca de 20 mil assinantes e 8 mil compradores em bancas e supermercados. Vinte e oito mil pessoas, portanto, adquiriam a publicação mensalmente. Se levarmos em conta os parâmetros do mercado publicitário, cada exemplar tinha, em média, quatro leitores. Ou seja: uma edição atingia algo como 112 mil pessoas. No Facebook, a publicação contava com 53.600 seguidores e, no Google +, com 30.900. Eram índices desprezíveis? Depende. Em comparação com revistas de massa, a maioria editada pela própria Abril, os números de BRAVO! nem chegavam a fazer cócegas. Mas, considerando que o título se voltava para um nicho relativamente restrito, o da alta cultura mais sofisticada, as cifras não parecem tão ruins. Em geral, BRAVO! falava sobre manifestações artísticas que, mesmo se destacando pela qualidade, não atraíam público quantitativamente significativo. A revista dedicava quatro, seis, oito páginas para filmes como "Tabu", do português Miguel Gomes, exposições como a retrospectiva de Waldemar Cordeiro no Itaú Cultural, livros como "O Erotismo", de Georges Bataille, peças como "A Dama do Mar", de Bob Wilson, e espetáculos de dança como "Claraboia", de Morena Nascimento. Procure saber quantas pessoas viram tais filmes, mostras e espetáculos ou leram tais livros. Cinco mil, 10 mil, 20 mil? Como BRAVO! poderia ter zilhões de leitores se o universo que retratava não tem zilhões de consumidores? A publicação, por sua natureza, enfrentava o mesmo problema que amargam todos os artistas do país dispostos a correr na contramão dos blockbusters.

2) BRAVO! perdeu leitores em papel com o avanço das mídias digitais? Perdeu, seguindo uma tendência internacional. A perda, no entanto, não se revelou tão expressiva e ocorreu num ritmo menor que o de diversos títulos.

3) Era mais caro imprimir a BRAVO! do que outras revistas? Sim, bem mais caro, por causa de seu formato e de seu papel, ambos incomuns no mercado.

4) BRAVO! tinha poucos anúncios? Sim. Raramente, a publicação cumpria as metas da Abril nesse quesito. O motivo? Falhas internas à parte, os grandes anunciantes costumam demonstrar pouco interesse por títulos dedicados à “alta cultura”. “O leitor de revistas do gênero, sendo mais crítico, tende a frear os impulsos consumistas”, explicam os publicitários, nem sempre com essas palavras. Pela mesma razão, tantos cantores, artistas visuais, produtores de teatro e bailarinos encontram sérias dificuldades para captar patrocínio.

A soma de tais fatores tornava BRAVO! deficitária. Ao longo dos anos, tentaram-se diversas medidas para estancar o sangramento. O número de páginas da revista diminuiu de 114 para 98; as datas em que a publicação rodava na gráfica da Abril se alteraram algumas vezes com o intuito de reduzir os custos de impressão (é mais barato imprimir em certos dias do mês que em outros); a redação encolheu; os projetos gráfico e editorial sofreram ajustes; criaram-se ações de marketing pontuais na esperança de aumentar a receita publicitária. Cogitou-se, inclusive, mudar o papel e o formato de BRAVO!. O publisher Roberto Civita (1936-2013), porém, sempre vetou a alteração. Acreditava que fazê-la descaracterizaria em excesso a revista.

A Abril poderia ter insistido um pouco mais? Pecou por não descobrir jeitos inovadores de sustentar a publicação? É difícil responder – em especial, a segunda pergunta. A crise está instalada na imprensa de todo o mundo. Gregos e troianos dizem que a mídia tradicional precisa se reinventar. Eu também digo. Mas qual o caminho das pedras? Não sei. No máximo, posso arriscar uns palpites. E seguir investigando, e seguir apostando. O mesmo vale para os empresários da comunicação.

Gostaria que a edição de agosto não fosse a última de BRAVO!. Entristeço-me com o fim da publicação porque aprecio muitíssimo a arte. Filmes, livros, peças, músicas, instalações, pinturas, balés e quadrinhos me ensinaram mais sobre viver do que a própria vivência. No entanto, não bancarei o viúvo rancoroso. Não lamentarei a baixa escolaridade do brasileiro, o pragmatismo dos publicitários e dos patrões, o advento da revolução digital. Tampouco abdicarei de minhas responsabilidades frente aos erros e acertos da revista. Fiz e ainda faço parte do complexo jogo em que a mídia se insere. Procuro encará-lo com amor, senso crítico e serenidade. Nem sempre consigo, mas...

De resto, queria agradecer tanto à Abril quanto a todos os leitores e profissionais (artistas, editores, repórteres, críticos, ensaístas, designers, ilustradores, fotógrafos, assessores de imprensa, executivos, vendedores, secretárias, motoristas e motoboys) que tornaram possível tão longa e inesquecível jornada.

Texto - 
  Armando Antenore.

Abaixo, a capa de nossa última edição,

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Homens no Divã

Homens no Divã
Regular

Com texto de Miriam Palma , a montagem até que tenta agradar ao público, o texto tem boas ideias mas o atores parecem não sustenta-las em boa parte da peça.

Darson Ribeiro assume a direção e também atua, o que compromete o trabalho, como ator ele até segura as cenas, mas na direção o efeito não é o mesmo, criando cenas desnecessárias simplesmente para agradar ao público feminino.

Com interpretações forçadas o elenco não tem carisma e nem voz para um teatro de 700 lugares, até tentam mas as péssimas dicções faz com que boa parte da peça não seja compreendida.

Rafael Calomeni em sua primeira peça até que se esforça , Darson Ribeiro parece querer aparecer mais do que todos.

Homens no Divã , até tenta, mas ao assistir quem irá precisar de um terapeuta e ir para o divã será você.

Teatro Brigadeiro
Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 884 - Bela Vista/SP – Tel: (11) 3115-2637
Temporada: sexta e sábado (às 21 horas) e domingo (às 19h30) –
 Até 29/09



terça-feira, 16 de julho de 2013

Workshop de TV com a Diretora Cininha de Paula em SP

Agora em São Paulo. 

Venha participar do workshop com uma das maiores diretoras de TV do Brasil Cininha de Paula.
Seus workshops já revelaram grandes talentos . Agora você tem a oportunidade de conhecer na prática o mecanismo de gravação da TV . 

Temos uma super oferta para esse blog .

O valor até o dia 30 é de R$980,00 em 2 Vezes (50% depósito à vista, 50% cheque para 30 dias) ou R$800 à vista.
Quem informar e falar que viu anúncio nesse blog o valor irá para  R$800,00 em 2 vezes ou 5% no valor à vista.

Corra , pois as vagas são limitadas , vocês não podem perder essa ótima oportunidade. 

Será realizado nos estúdios da Just Tv, em Moema

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Audição para o musical Crazy For You

Inscrições para o musical 'Crazy For You' até o dia 20 de Julho. Todas as informações você encontra no site 


sábado, 13 de julho de 2013

Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta

Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta
Classificação - Boa


Baseada no clássico “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, Maurício de Souza e sua equipe apresenta um espetáculo para toda a família.

A  direção de Mauro Sousa é ágil e envolvente, misturar os personagens com atores/bailarinos reais deu mais leveza ao espetáculo aproximando mais do público. 

Os atores são bem preparados para dar vida aos personagens, tem leveza nos movimentos, são muito bem coreografados.

Cenários e figurinos engrandecem a produção nos levando para a Verona infantil.

Apesar de ser um belo espetáculo, o fato de usarem narração o tempo todo , faz com que a montagem perca um pouco o encanto e se torne cansativa. O intervalo de 15 minutos se faz desnecessário, isso faz com que a montagem perca força em seus momentos finais.

Quem é fã dessa turma e os que estão começando a conhece-la certamente vão se encantar e viajar um pouco nessa deliciosa e bela montagem.

O Teatro GEO – São Paulo
Sábados e Domingos as 11h e as 15h